terça-feira, 4 de março de 2008

Opiniões dos comerciantes divergem quanto à nova lei do tabaco


“A verdade é que se assistiu a uma quebra na afluência de clientes”, afirmou o funcionário do café Stéphane, Nuno Silva, acerca da nova lei do tabaco. Num estabelecimento bracarense onde é proibido fumar e a maioria dos clientes é fumador “apenas se acende um cigarro por esquecimento” refere Filipa Pinto. A proprietária acrescenta ainda que apesar da diminuição de clientes, a implementação do sistema de ventilação não é prioridade. O facto de não saber qual o modelo de extracção de fumo homologado e a fácil adaptação das pessoas foram as razões que tornaram este espaço um lugar para não fumadores.

Por oposição, o funcionário de um outro estabelecimento, onde é permitido fumar, que quis preservar a sua identidade, disse concordar com a nova lei pois dela resultou um maior lucro. Apesar de inicialmente terem existido algumas críticas contra, o gerente acrescenta que ainda resistem clientes não fumadores. É o caso da estudante Marta Cerqueira, frequentadora do café, que por fazer parte de um grupo de amigos “onde quase todos são fumadores” se adaptou à nova situação.

Já Hugo Sousa, fumador há quatro anos, pensa que na pele de um não fumador se iria sentir incomodado com o fumo e, como tal, vê com bons olhos a recente norma. O aluno minhoto julga que o tabagismo diminuiu dado o transtorno de fumar no exterior.

A universitária Marta concorda com a lei instituída mas não acredita que esta leve a uma redução do consumo de tabaco, salientando que “somente com o aumento do preço poderá haver uma mudança”.

A nova lei do tabaco, aprovada a 28 de Junho de 2007, entrou em vigor a 1 de Janeiro de 2008 e visa proteger os cidadãos da exposição involuntária ao fumo do tabaco.

Um comentário:

Sergio Denicoli disse...

Olá,

Vocês conseguiram óptimas informações a respeito das consequências da Lei para os estabelecimentos. Têm declarações de uns que lucraram e outros que tiveram prejuízo. Essa é a principal notícia que encontraram e acho que poderia ser melhor explorada. O texto está confuso no início. Não se sabe ao certo se o funcionário e o proprietário que citam no 1º parágrafo são do mesmo café. Além disso, deveriam ter dito que o café é em Braga, para localizar o leitor. Senti falta também de links. Estamos a fazer uma reportagem ciberjornalística e podemos explorar os recursos que o meio nos oferece. Fiquem atentas à isso.
De qualquer forma, a apuração que fizeram está boa. Faltam apenas pequenos ajustes na elaboração do texto.

Abraço
Abraço