Independência e exactidão foram as características jornalísticas mais frisadas pelo director do ComUM, Rui Rocha, na conferência de imprensa da aula de Ciberjornalismo, acerca do novo jornal. A entrevista dada no passado dia 4 de Março vem no seguimento da adaptação do suporte digital para o impresso.
Quando questionado acerca da imparcialidade do jornal do Grupo de Alunos de Comunicação Social da Universidade do Minho (GACSUM), Rui Rocha afirma que o facto de não pertencer a nenhum órgão de decisão lhes permite “alargar o campo jornalístico”. Segundo o mestrando de Ciências de Comunicação, outros jornais que tentaram manter-se neutros a pressões, foram dissolvidos.
A professora do Instituto de Ciências Sociais, Madalena Oliveira, corrobora os critérios de isenção deste jornal, acrescentando que a primeira impressão é que é um jornal independente. Este é “um projecto de grande mérito, graficamente interessante e em termos temáticos é um jornal muito diverso, com uma qualidade nítida nos textos”, sublinha a docente. No que respeita aos artigos publicados, Madalena Oliveira destaca como “uma inovação no jornalismo académico” a reportagem “Prostituição na Universidade do Minho”, por isso considera-o um projecto
Bernardo Cunha, funcionário da UM há 32 anos, aponta outra perspectiva. No seu parecer “os jornais universitários são semelhantes, tirando as noticias sensacionalistas que o ComUM parece estar a adoptar”. O responsável pelo Gabinete de Apoio ao Aluno afirma que o semanário é “por vezes, demasiado independente, divulgando uma imagem negativa da UM”.
Tal como a maioria dos entrevistados, Pedro Silva, desconhecia a edição online, no entanto, acompanha a versão impressa. “É um bom jornal, a informação está bem apresentada; a escrita é correcta e a nível gráfico tem algumas imagens a completar os artigos”, conclui o aluno de Engenharia Biomédica.

Um comentário:
Boa apuração e bom texto. Poderiam ter colocado mais fotos, dos entrevistados, por exemplo. Além disso, devem sempre explicar ao leitor que, para ouvir a entrevista, ele deve clicar no quadro. Por mais óbvio que possa parecer, muita gente não vai perceber que aquele retângulo comporta um áudio.
Gostei muito do que fizeram.
Postar um comentário